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Nova pesquisa da ISO confirma tendência
da norma 22000:2005
A ISO acaba de divulgar os dados da “Pesquisa de
Certificações”, realizada no ano passado. Assim
como no anterior, este novo levantamento reforça o crescimento
nas normas 22000:2005 (Segurança Alimentar) e 27001:2005
(Segurança da Informação). Já a ISO 9001
superou mais uma vez a marca de 1 milhão de certificados durante
os 12 meses de 2010.
A ISO 22000 apresentou aumento de expressivos 34% no número de
certificados, se comparado com 2009 (18.630 contra 13.881), em 138
países e economias. China, Grécia e Turquia foram os
primeiros.
A alta demanda é explicada, principalmente, pela disputa cada
vez maior entre fornecedores, a conscientização dos
consumidores sobre a importância da segurança alimentar e
o rigor dos clientes externos.
Já a ISO 27001:2005 teve, em 2010, crescimento de 21% com
relação ao ano anterior. Foram 15.625 certificados, ou
seja, 2.691 a mais que 2009.
E a ISO 9001 segue como a norma campeã. Até o final de
dezembro de 2010, foram pelo menos 1.109.905 certificados (crescimento
de 4%), em 178 países e economias, com destaque para China,
Itália e Rússia. No ano anterior, a marca de 1
milhão também já havia sido superada: 1.064.785.
A ISO 14001:2004 (Gestão Ambiental) também manteve sua
relevância global, com 250.972 certificados (aumento de 12%).
E a ISO/TS 16949:2009, voltada para a indústria automotiva,
fechou 2010 com 43.946 certificações, um
crescimento de 7% comparado com 2009.
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Em entrevista exclusiva, novo presidente da Bosch ressalta longa parceria com a DQS
Há
26 anos, Besaliel Botelho iniciava sua trajetória na Bosch.
Durante esse período, atuou em diversas áreas do Grupo,
inclusive com passagem pela Alemanha. E, há dois meses,
alcançou o que considerou uma dádiva: a presidência
da Bosch na América Latina.
Em entrevista exclusiva concedida ao DQS Atual, esse brasileiro de 52
anos, natural de Recife, falou sobre objetivos da empresa para os
próximos anos, tendências no mercado automotivo,
responsabilidade sócio-ambiental e a ligação de 14
anos entre Bosch e DQS.
“A DQS é um parceiro de muitos anos e que nos dá
sempre um norte no que diz respeito aos processos. É uma boa
régua para nossa melhoria contínua. Através das
auditorias, podemos ver onde temos potencial para melhorar”,
afirmou.
Em 2011, o Grupo Bosch comemorou 125 anos de fundação. A
empresa, líder mundial no fornecimento de tecnologia e
serviços, tem cerca de 285 mil colaboradores e, no ano passado,
teve um faturamento de 47,3 bilhões de euros nos setores de
tecnologia automotiva, tecnologia industrial, bens de consumo e
tecnologia de construção.
No Brasil, o grupo está presente desde 1954 e atualmente emprega
cerca de 11 mil colaboradores. Em 2010, registrou no país um
faturamento líquido de R$ 4,5 bilhões com a oferta de
produtos e serviços automotivos para montadoras e para o mercado
de reposição, ferramentas elétricas, sistemas de
segurança, termotecnologia, máquinas de embalagem e
máquinas industriais.
Leia abaixo, na íntegra, a entrevista com o presidente Besaliel Botelho.
DQS
Atual: Desde 1985 na Bosch, o senhor assumiu recentemente a
presidência da empresa na América Latina. Como foi
alcançar este posto e quais os desafios que vê pela frente?
Besaliel Botelho:
É uma dádiva poder chegar ao topo da empresa depois de 26
anos atuando nela. Hoje, olho muito mais para o futuro do que para o
passado, com foco também para a América Latina, e
não só para o Brasil. Estamos com a responsabilidade de
expandir os negócios e vemos muitas oportunidades, inclusive em
outros países também, como Argentina, Chile,
Colômbia, os que estão com crescimento do PIB acima de 5%.
E claro que também queremos crescer com esses mercados, com as
nossas atividades, especialmente as voltadas para as áreas de
bens de consumo e industrial. Temos muitos planos de expansão.
No Brasil, vejo um futuro promissor, o mercado é grande,
principalmente no segmento automotivo, que todo mundo quer participar.
O país passa, no momento, por um grande desafio de
competitividade. O Brasil já não é mais um
país competitivo comparado com o resto do mundo, principalmente
pelos temas já conhecidos, como custo da mão de obra,
custo Brasil, etc. Os insumos aqui são mais caros que lá
fora e isso faz com que o país tenha desafios para provar sua
competitividade, para poder continuar crescendo com conteúdo
local, com produção brasileira. Pelo que nós temos
acompanhado, o governo está atento a isso e quer realmente
fomentar a indústria nacional. Por isso, vejo para os
próximos anos um desafio de competitividade, mas um bom desafio.
Ou seja, um crescimento com novos investimentos, desde que consigamos
ser competitivos.
DQS Atual: Em
2010, o faturamento líquido da Bosch na AL foi de R$ 5,3
bilhões, sendo o Brasil responsável por 85% deste
montante. E qual o balanço da Bosch para este ano que
está terminando?
Besaliel Botelho: Em
2011, teremos um faturamento um pouco acima de 2010. Recuperamo-nos
bem da crise 2008/2009 e, neste final do ano, pela questão de
competitividade acima falada, nossos clientes perderam mercado para os
veículos importados. Consequentemente, tivemos uma
redução de pedidos das nossas montadores nos
últimos três meses e, por isso, nosso crescimento pode
ficar 1 ou 2 pontos abaixo do que prevíamos, mas, mesmo assim,
um bom crescimento comparado com 2010. E em 2012 vamos querer crescer
pelo menos 5% em relação a 2011.
DQS Atual:
Quais as tendências tecnológicas da Bosch especialmente
para o setor automotivo? O carro elétrico será mesmo uma
dessas tendências?
Besaliel Botelho: O
setor automotivo vai evoluir muito na sua tecnologia de
inovação voltada para os veículos tradicionais. Os
carros com motores de combustão ainda serão fortes no
Brasil e teremos motores mais eficientes para veículos de
passageiro. Na área de caminhões pesados, temos novas
leis de emissões que exigirão um diesel de baixo enxofre
a partir de janeiro, e isso vai trazer novas tecnologias para os
caminhões e ônibus. Ou seja, o Brasil tecnologicamente vai
evoluir bastante na área dos combustíveis alternativos,
mas na base de motores à combustão. O carro
elétrico ainda continuará um nicho no Brasil por algum
tempo por questões de custo. Vai acompanhar esse desenvolvimento
do que está acontecendo lá fora, mas não
será afetado em escala pelos próximos 10 anos, pelo
menos, no que diz respeito à tecnologia do carro, seja ele
híbrido ou elétrico. Isso porque nós temos
alternativas para redução do CO2, como o etanol e o
próprio biodiesel.
DQS Atual: A
Bosch possui as certificações mais importantes, como por
exemplo ISO TS 16949, KBA, ISO 9001 e também na área
ambiental. A responsabilidade com o meio ambiente e com a
sustentabilidade fazem parte dos princípios da empresa?
Besaliel Botelho:
O meio ambiente está totalmente inserido no desenvolvimento dos
nossos produtos e na sustentabilidade que temos também na
área fabril, nos nossos tratamentos e processos, sejam eles para
água e rede elétrica. Tudo isso não somente para
desenvolver produtos que sejam bons para o meio ambiente, mas
também para que trabalhemos com consciência ambiental na
produção.
DQS Atual:
Além disso, a responsabilidade social também é uma
marca da empresa, não é? (Nota: Em 1964, foi criada na
Alemanha a Fundação Robert Bosch, uma entidade sem fins
lucrativos e que possui 92% do capital da Bosch. Já em 1971 foi
constituída a Associação Beneficente Robert Bosch,
em Campinas-SP, que em 2004 passou a ser designada Instituto Robert
Bosch).
Besaliel Botelho: Neste
ano, a Bosch investiu aproximadamente R$ 4 milhões em atividades
sociais que promovem o ensino, a ajuda ao adolescente na sua vida
profissional. Tudo isso através do nosso Instituto Robert Bosch.
DQS Atual:
Como o senhor analisa esses 14 anos de parceria entre Bosch e DQS e
quais valores são agregados com as auditorias realizadas?
Besaliel Botelho: A
DQS é um parceiro de muitos anos e que nos dá sempre um
norte no que diz respeito aos processos. É uma boa régua
para nossa melhoria contínua. Através das auditorias,
podemos ver onde temos potencial para melhorar. A DQS traz
também trocas de experiências, principalmente do que
está acontecendo no mercado. Enfim, é uma boa parceria e
vamos continuar trabalhando juntos.
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